{"id":5756,"date":"2022-03-15T15:23:47","date_gmt":"2022-03-15T18:23:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/?p=5756"},"modified":"2025-04-12T08:28:48","modified_gmt":"2025-04-12T11:28:48","slug":"lei-que-define-retorno-de-gestante-ao-trabalho-presencial-nao-esgota-duvidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/2022\/03\/15\/lei-que-define-retorno-de-gestante-ao-trabalho-presencial-nao-esgota-duvidas\/","title":{"rendered":"Lei que define retorno de gestante ao trabalho presencial n\u00e3o esgota d\u00favidas"},"content":{"rendered":"<p>Com o avan\u00e7o da pandemia da Covid-19 e em um momento de grande aumento do cont\u00e1gio, o presidente da Rep\u00fablica sancionou em maio de 2021 a\u00a0<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=3c4ec75901&amp;e=1a546a01c3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\" data-ogsc=\"\">Lei 14.151\/2021<\/a>, que afastava as gestantes do trabalho presencial, de maneira perempt\u00f3ria e imediata, n\u00e3o trazendo qualquer preju\u00edzo \u00e0 sua remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele momento, avaliando a exposi\u00e7\u00e3o dessas trabalhadoras ao grave risco de contamina\u00e7\u00e3o, entendeu o governo ser ainda mais importante o imediato afastamento. No entanto, n\u00e3o foram reguladas as situa\u00e7\u00f5es que tangenciaram esse afastamento, tais como de quem seria a responsabilidade pelo pagamento dessas empregadas afastadas caso suas atividades fossem incompat\u00edveis com o trabalho a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Ou ainda, por quanto tempo duraria tal medida restritiva? Seria necess\u00e1rio, ou at\u00e9 mesmo juridicamente poss\u00edvel, remanejar essas trabalhadoras da fun\u00e7\u00e3o original para possibilitar o trabalho remoto sem que ocasionasse o desvio funcional, que \u00e9 vedado pela legisla\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>E na aus\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o por parte do Legislativo, ou at\u00e9 mesmo do Executivo atrav\u00e9s de medida excepcional, coube ao Judici\u00e1rio, quando provocado, determinar quem faria esse pagamento, tendo as decis\u00f5es caminhado majoritariamente no sentido de atribuir \u00e0 Previd\u00eancia Social essa quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que, mesmo com o avan\u00e7o da imuniza\u00e7\u00e3o e a retomada das atividades presenciais, os empregadores continuavam ainda hoje, sem poder solicitar o retorno das gestantes aos seus postos de trabalho presenciais, ainda que tenham sido estas trabalhadoras vacinadas, inclusive prioritariamente.<\/p>\n<p>Isso porque a lei que manteve as gestantes em trabalho remoto continuava em vig\u00eancia at\u00e9 esta quinta-feira (10\/3), com a publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=8379cab2b4&amp;e=1a546a01c3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"1\" data-ogsc=\"\">Lei 14.311\/2022<\/a>, que modifica a lei anterior. Vale lembrar que a C\u00e2mara dos Deputados concluiu a vota\u00e7\u00e3o do PL 2058\/2021 \u2013 que ensejou essa nova lei \u2013 h\u00e1 quase um m\u00eas, mas o presidente da Rep\u00fablica a sancionou apenas na \u00faltima ter\u00e7a-feira (8\/3), Dia Internacional da Mulher.<\/p>\n<p>A principal mudan\u00e7a trazida \u00e9, sem d\u00favida, a autoriza\u00e7\u00e3o do retorno dessas empregadas aos seus postos de trabalho presenciais nas seguintes hip\u00f3teses:<\/p>\n<ul>\n<li>ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o completa contra a Covid-19;<\/li>\n<li>ap\u00f3s o fim do estado de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica causado pelo novo coronav\u00edrus;<\/li>\n<li>com a interrup\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos casos em que a gestante opte pela n\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, a trabalhadora dever\u00e1 assinar um termo de responsabilidade e somente depois disso retornar\u00e1 ao trabalho presencial.<\/p>\n<p>No entanto, embora a nova regra tenha auxiliado na compreens\u00e3o de alguns temas, como, por exemplo, a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o funcional da gestante durante esse per\u00edodo, mais uma vez n\u00e3o \u00e9 suficiente para esgotar as d\u00favidas dos empregadores.<\/p>\n<p>Isso porque logo em seu primeiro trecho, a norma vincula a autoriza\u00e7\u00e3o dessas trabalhadoras \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o total contra a Covid-19 de acordo com os\u00a0<em>crit\u00e9rios definidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e pelo Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI).<\/em><\/p>\n<p>No entanto, da an\u00e1lise do PNI dispon\u00edvel no site oficial do minist\u00e9rio, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir, de maneira f\u00e1cil e com seguran\u00e7a, que essa dita \u201cimuniza\u00e7\u00e3o total\u201d ocorrer\u00e1 com a segunda, terceira ou quarta dose da vacina. Aprofundando-se um pouco mais no tema, essa d\u00favida finalmente se esvai.<\/p>\n<p>Em recente nota t\u00e9cnica (11), a Secretaria Extraordin\u00e1ria de Enfrentamento \u00e0 Covid-19, que, por sua vez, \u00e9 vinculada ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, esclareceu quando ser\u00e1 considerado completo o esquema de vacina\u00e7\u00e3o, que, inclusive, difere entre os grupos priorit\u00e1rios. De acordo com tal normativa, essa completude para as gestantes ou pu\u00e9rperas, a partir dos 18 anos e que n\u00e3o sejam imunocomprometidas, ocorrer\u00e1 somente ap\u00f3s a dose de refor\u00e7o (orientada a aplica\u00e7\u00e3o quatro meses ap\u00f3s a segunda dose), levando o ciclo vacinal completo um per\u00edodo aproximado de cinco a seis meses a depender do imunizante.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre outra hip\u00f3tese trazida na nova lei e igualmente nebulosa \u2013 vincular o retorno ao \u201cfim do estado de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica causado pelo novo coronav\u00edrus\u201d (e n\u00e3o ao estado de calamidade como alguns veem interpretando) \u2013, \u00e9 sustent\u00e1vel o entendimento de que tal situa\u00e7\u00e3o declarada pelo ent\u00e3o ministro da Sa\u00fade Luiz Henrique Mandetta em fevereiro de 2020 (<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=c672385df5&amp;e=1a546a01c3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"2\" data-ogsc=\"\">Portaria 188\/2020<\/a>) permanece vigente, haja vista a aus\u00eancia de revoga\u00e7\u00e3o expressa.<\/p>\n<p>Deste modo, embora prevista tal hip\u00f3tese, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, somente com base nela, solicitar o retorno da gestante n\u00e3o imunizada, situa\u00e7\u00e3o que deve ser observada at\u00e9 que a portaria venha a ser expressamente revogada ou sobrevenha outra portaria que regulamente tal tema de forma diversa \u2013 por exemplo, extinguindo estado de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica causado pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Por fim, importa destacar o veto presidencial aos trechos aprovados pelo Congresso que autorizavam que essas empregadas, que tivessem suas atividades profissionais incompat\u00edveis com o trabalho a dist\u00e2ncia, tivessem sua gesta\u00e7\u00e3o declarada como \u201cde risco\u201d e por isso recebessem aux\u00edlio-maternidade at\u00e9 sua completa imuniza\u00e7\u00e3o. De acordo com o presidente da Rep\u00fablica, a proposta vetada, dentre outros motivos, \u201ccontraria o interesse p\u00fablico, haja vista que institui concess\u00e3o de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio destinado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de maternidade, por\u00e9m, com fei\u00e7\u00e3o diversa da existente para o aux\u00edlio-maternidade\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Mariana Machado Pedroso &#8211; Portal Jota<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o avan\u00e7o da pandemia da Covid-19 e em um momento de grande aumento do cont\u00e1gio, o presidente da Rep\u00fablica sancionou em maio de 2021 a\u00a0Lei 14.151\/2021, que afastava as gestantes do trabalho presencial, de maneira perempt\u00f3ria e imediata, n\u00e3o trazendo qualquer preju\u00edzo \u00e0 sua remunera\u00e7\u00e3o. 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