{"id":4978,"date":"2019-09-06T15:28:03","date_gmt":"2019-09-06T18:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/?p=4978"},"modified":"2019-10-22T15:42:26","modified_gmt":"2019-10-22T18:42:26","slug":"dalci-meira-de-andrade-primeira-mulher-eleita-comerciante-do-ano-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/2019\/09\/06\/dalci-meira-de-andrade-primeira-mulher-eleita-comerciante-do-ano-na-bahia\/","title":{"rendered":"Dalci Meira de Andrade, primeira mulher eleita &#8216;Comerciante do Ano&#8217; na Bahia"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">Quando menina, Dalci Maria de Andrade gostava de observar seu pai, que tinha um pensionato e uma vendinha de \u201csecos e molhados\u201d, trabalhando. Desta maneira, quase por osmose, desenvolveu o amor pelo labor, dinheiro e, principalmente, empreendedorismo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Hoje, aos 75 anos, a empres\u00e1ria possui 18 lojas da O Botic\u00e1rio em quatro cidades e, na noite desta quarta-feira (28), se tornou a primeira mulher a receber o pr\u00eamio de &#8216;Comerciante do Ano&#8217;, concedido anualmente pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado da Bahia (Fecom\u00e9rcio-BA).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cMe senti uma plebeia casando com um pr\u00edncipe\u201d, revelou ela, incr\u00e9dula, sobre o sentimento que teve ao saber que se tornaria pioneira na premia\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 33 edi\u00e7\u00f5es vencidas, unicamente, por homens.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A analogia usada por ela para expor sua emo\u00e7\u00e3o faz sentido pois, tal qual uma Cinderela, ela sempre trabalhou \u2013 e muito \u2013 buscando apenas o seu sustento e n\u00e3o \u00e0 procura de um \u201csapatinho de cristal\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 a varinha de cond\u00e3o come\u00e7ou a ser sacodida h\u00e1 mais de 40 anos.\u00a0Era maio de 1977, quando, enquanto visitava dois filhos que estudavam em Curitiba (PR), descobriu uma lojinha chamada O Botic\u00e1rio. E, onde muitos viam apenas um pequeno estabelecimento regional, Dalci enxergou uma grande oportunidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/a4FtnwjW91k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>In\u00edcio<\/strong><br \/>\nPrimeiro come\u00e7ou a comprar produtos de l\u00e1 para vender em uma loja de est\u00e9tica que tinha em Vit\u00f3ria da Conquista, Sudoeste do estado, onde morava na \u00e9poca. Logo depois, quando soube que a empresa abriria franquias, imediatamente se candidatou para abrir a sua lojinha aqui na Bahia.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cNa \u00e9poca, eu nem sabia o que era franquia, mas me joguei mesmo assim. S\u00f3 queria uma oportunidade para trabalhar\u201d<\/strong>, contou ela ao CORREIO.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Trabalho, ali\u00e1s, sempre foi uma esp\u00e9cie de mantra em sua vida. Desde pequena, nunca quis ser sustentada por ningu\u00e9m, seja pai ou marido. E foi assim que a mulher que sempre se recusou a receber mesada virou a mesa da sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na v\u00e9spera de Natal de 1981, ela montou na Galeria Itambi\u00e1, em Conquista, uma das primeiras lojas O Botic\u00e1rio do Norte-Nordeste.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Apoio<\/strong><br \/>\nMas Dalci n\u00e3o construiu a trajet\u00f3ria sozinha. Nascida em 1944, num per\u00edodo em que o machismo predominava, ela teve a sorte de encontrar um marido que a apoiava incondicionalmente.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cHoje eu percebo o quanto meu esposo era \u00e0 frente de seu tempo, sempre me incentivando. At\u00e9 \u2018deixava\u2019 eu viajar sozinha para fazer cursos, algo impens\u00e1vel para a \u00e9poca. A fam\u00edlia dele o julgava por conta da maneira que ele me tratava. \u2018Eu conhe\u00e7o a minha mulher\u2019, sempre dizia ele, quando era importunado\u201d<\/strong>, lembra Dalci.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Grata por todo o apoio que recebeu, hoje a empres\u00e1ria procura dar os mesmos incentivos, abrindo portas para outras mulheres que t\u00eam o mesmo sonho que ela tinha quando jovem.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>L\u00edder\u00a0<\/strong><br \/>\nHoje, Dalci lidera uma equipe de mais de tr\u00eas mil revendedores, dos quais apenas 2% s\u00e3o homens, e sempre d\u00e1 conselhos a quem pede.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Tem, por exemplo, uma mulher que foi minha pupila. Eu a peguei pelo bra\u00e7o, ensinei e at\u00e9 assinei uma carta para ajud\u00e1-la a abrir uma franquia no interior do Paran\u00e1. Recentemente, ela ganhou um pr\u00eamio e me disse: \u2018tudo que ganhei, devo a voc\u00ea\u2019&#8221;, recorda ela, admitindo ficar comovida com o reconhecimento.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Eu acho \u00f3timo isso. Esse pr\u00eamio mesmo, \u00e9 um absurdo eu ser a primeira mulher a ganhar. Pelo menos agora eles abriram os olhos e est\u00e3o fazendo a coisa certa. Tem muitas de n\u00f3s, extremamente competentes, que merecem ser agraciadas&#8221;<\/strong>, defende.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A receita do sucesso ensinada por ela? Trabalho. \u00c9 isso que ela faz desde os 17 anos, quando j\u00e1 estava casada e teve seu primeiro filho. Em jornada dupla, sa\u00eda de casa durante o dia e, \u00e0 noite, criava seus cinco filhos, al\u00e9m de cuidar da casa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O neto Guilherme, orgulhoso, confirma: \u201cEla faz isso at\u00e9 hoje. Quando chega em casa e o local n\u00e3o est\u00e1 limpo da maneira que ela quer, ela pega o pano, vassoura e aspirador e come\u00e7a, mete a m\u00e3o na massa\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cMas tem que fazer isso mesmo\u201d, retruca Dalci. \u201cMeu filho, eu trabalhei muito mesmo a vida toda. Lixava a prateleira das lojas, lavava as cal\u00e7adas. Se n\u00e3o estou satisfeita com algo, fa\u00e7o por conta pr\u00f3pria. Quero todas as minhas lojas impec\u00e1veis\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">E, mesmo aos 75 anos, ela segue de olho em todos os seus 18 estabelecimentos nas cidades de Vit\u00f3ria da Conquista, Igua\u00ed, Barra do Cho\u00e7a e Conde\u00faba. \u201cE pretendo abrir mais\u201d, adianta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mas quem pensa que o orgulho da vida de Dalci \u00e9 o pequeno imp\u00e9rio que construiu no Sudoeste baiano est\u00e1 equivocado. \u201cMeu maior amor s\u00e3o meus filhos e netos lindos, perfeitos e maravilhosos. O com\u00e9rcio e o dinheiro \u00e9 bom. Mas a fam\u00edlia vem em primeiro lugar\u201d, conclui.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Comerciante do Ano<\/strong><br \/>\nDesde 1985, anualmente, a Fecom\u00e9rcio-BA premia um comerciante. Os 35 sindicatos que formam o \u00f3rg\u00e3o indicam nomes, que s\u00e3o avaliados por crit\u00e9rios como empreendedorismo e atua\u00e7\u00e3o no terceiro setor e, a partir da\u00ed, \u00e9 escolhido o vencedor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m da premia\u00e7\u00e3o, Dalci recebeu a medalha Visconde de Cair\u00fa, baiano considerado o patrono do com\u00e9rcio brasileiro. (Correio da Bahia, com orienta\u00e7\u00e3o da chefe de reportagem Perla Ribeiro &#8211; Foto: Betto Jr.\/Correio))<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando menina, Dalci Maria de Andrade gostava de observar seu pai, que tinha um pensionato e uma vendinha de \u201csecos e molhados\u201d, trabalhando. 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