{"id":4843,"date":"2019-01-04T11:55:22","date_gmt":"2019-01-04T14:55:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/?p=4843"},"modified":"2025-04-14T10:19:27","modified_gmt":"2025-04-14T13:19:27","slug":"corte-no-sistema-s-dara-ate-r-9-bi-a-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/2019\/01\/04\/corte-no-sistema-s-dara-ate-r-9-bi-a-empresas\/","title":{"rendered":"Corte no Sistema S dar\u00e1 at\u00e9 R$ 9 bi a empresas"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"c-content-head__subtitle\">Companhias que destinarem a empregos a diferen\u00e7a entre a nova al\u00edquota e a antiga ter\u00e3o o desconto m\u00e1ximo de 50%<\/h2>\n<p>As empresas ter\u00e3o entre R$ 5,3 bilh\u00f5es e R$ 8,8 bilh\u00f5es a mais no caixa em 2019 com as redu\u00e7\u00f5es que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende fazer\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/12\/tem-que-meter-a-faca-no-sistema-s-afirma-futuro-ministro-da-economia.shtml\">nas contribui\u00e7\u00f5es pagas para o Sistema S<\/a>.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo leva em conta o corte nas al\u00edquotas indicado por Guedes,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/12\/equipe-de-guedes-quer-acabar-com-contribuicao-compulsoria-para-sistema-s.shtml\">que pode variar de 30% a 50%<\/a>.<\/p>\n<p>As empresas que destinarem a diferen\u00e7a entre a nova al\u00edquota e a antiga para gerar novos empregos ter\u00e3o o desconto m\u00e1ximo (50%). Caso contr\u00e1rio, a redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 30%.<\/p>\n<div id=\"_dynad_c_I5550010343_1546613241849519740272\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"IF5550010343_1546613241849519740272\" src=\"https:\/\/s.dynad.net\/stack\/xbf8lsp9cn_x5O7F-CC5j-nSziI9Mzb4Fd0pMgfVjODDVKbQ_tcj7XAQPsWhT1lh.html\" name=\"I5550010343_1546613241849519740272\" width=\"100%\" height=\"0\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"No\" align=\"top\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe se haver\u00e1 al\u00edquotas intermedi\u00e1rias para aqueles que quiserem usar somente uma parte da diferen\u00e7a de valores para a gera\u00e7\u00e3o de novos empregos.<\/p>\n<p>Hoje com 11 entidades nacionais, como o\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/12\/para-sesi-e-senai-corte-no-sistema-s-pode-levar-a-fechamento-de-escolas.shtml\">Sesi (Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria), o Senai (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial)<\/a>, o Senac (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas), o sistema foi criado nos anos 1940, sob Get\u00falio Vargas, para a capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra a ser empregada na ind\u00fastria e no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>A maior parte de suas receitas (67%) prov\u00e9m de contribui\u00e7\u00f5es de empresas sobre a folha de pagamento e que s\u00e3o repassadas \u00e0s entidades pela Receita Federal.<\/p>\n<p>Neste ano, os recursos foram de R$ 17,7 bilh\u00f5es, um crescimento de 4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>As entidades tamb\u00e9m contam com outras fontes de renda, como o aluguel de im\u00f3veis e rendimentos de aplica\u00e7\u00f5es financeiras. Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) mostrou que R$ 8,6 bilh\u00f5es estavam contabilizados como receitas pr\u00f3prias das entidades em 2016, dado mais recente disponibilizado.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as nas contribui\u00e7\u00f5es do Sistema S est\u00e3o sendo estudadas pelo futuro secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, Adolfo Sachsida, com outros integrantes da equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>&#8220;Em uma ponta, a equipe econ\u00f4mica vai trabalhar para a redu\u00e7\u00e3o do custo de contrata\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Sachsida \u00e0 Folha.<\/p>\n<p>&#8220;Em outra, as empresas ter\u00e3o de fazer sua parte e usar esses recursos para gerar novos postos de trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, ainda segundo ele, n\u00e3o haver\u00e1 uma imposi\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas porque o novo governo dar\u00e1 um voto de confian\u00e7a aos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m vai obrigar formalmente a usarem a diferen\u00e7a [de al\u00edquota] para gerar novos empregos, mas confiamos em que os empres\u00e1rios dar\u00e3o sua contribui\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p>Quando, em 2011, a ent\u00e3o presidente, Dilma Rousseff, reduziu as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre a folha de pagamento (desonera\u00e7\u00e3o), n\u00e3o houve aumento de postos de trabalho. As empresas usaram os recursos para melhorar seu resultado financeiro.<\/p>\n<p>Para a equipe econ\u00f4mica de Bolsonaro, os programas de treinamento e capacita\u00e7\u00e3o do Sistema S s\u00e3o considerados fundamentais, mas h\u00e1 &#8220;gorduras&#8221; que podem ser cortadas.<\/p>\n<p>Chamaram a aten\u00e7\u00e3o os gastos realizados com a aquisi\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios e terrenos e o valor pago em sal\u00e1rios a diretores e presidentes muito acima da m\u00e9dia de mercado.<\/p>\n<p>Boa parte dessas informa\u00e7\u00f5es partiu de auditorias realizadas pelo TCU a pedido do Congresso Nacional.<br \/>\nTamb\u00e9m pesou a colabora\u00e7\u00e3o de Guilherme Afif Domingos, diretor-presidente do Sebrae, que ser\u00e1 secret\u00e1rio especial do futuro ministro Paulo Guedes.<\/p>\n<h3 class=\"c-news__subtitle\">GERENTES E DIRETORES RECEBEM MAIS QUE O TETO DO MERCADO<\/h3>\n<p>Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) nas contas do Sistema S revelou que os sal\u00e1rios de gerentes e diretores chegam a ser duas vezes maiores que o sal\u00e1rio mais alto para a mesma fun\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Entre os 108,8 mil sal\u00e1rios pagos em 2016, pelo menos 8.800 receberam acima do teto do mercado &#8211;o que seria equivalente a R$ 201 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>O caso que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o, ainda segundo o TCU, foi o da Apex, ag\u00eancia que promove as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no exterior.<\/p>\n<p>Pelo menos 67 funcion\u00e1rios ganharam acima do m\u00e1ximo pago na iniciativa privada &#8211;o que representou 20% dos gastos anuais com sal\u00e1rios, cerca de R$ 8,5 milh\u00f5es pagos a mais.<\/p>\n<p>A auditoria foi realizada em 2017. As entidades enviaram os dados solicitados pelo TCU, que analisou informa\u00e7\u00f5es de 2015 e 2016.<\/p>\n<p>Com o objetivo de comparar os sal\u00e1rios pagos pelas entidades do Sistema S com os de mercado, os auditores criaram uma metodologia que buscou comparar cada uma das 4.253 unidades espalhadas pelo pa\u00eds a uma empresa na mesma regi\u00e3o. Definiu-se uma m\u00e9dia salarial de mercado para as fun\u00e7\u00f5es desempenhadas por funcion\u00e1rios das entidades.<\/p>\n<p>Esse trabalho permitiu comparar 101,3 mil dos 108,8 mil funcion\u00e1rios do Sistema S, que receberam R$ 5,7 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios em 2016.<\/p>\n<p>Desse total, 64% obtiveram proventos maiores que os de mercado.<\/p>\n<p>No Sebrae da Para\u00edba, por exemplo, todos os 168 funcion\u00e1rios receberam sal\u00e1rios acima da m\u00e9dia de mercado. Entre os 106 administradores, os pagamentos foram 264% superiores \u00e0 m\u00e9dia das empresas para a mesma fun\u00e7\u00e3o. Para os cargos de secret\u00e1rio-executivo, os valores foram 358% maiores.<\/p>\n<p>Outro problema detectado nas auditorias foi o volume de recursos dispon\u00edveis em caixa ou aplicados no mercado financeiro. No caso do Sesi (Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria) e do\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/12\/sistema-s-nao-sobreviveria-sem-contribuicao-compulsoria-diz-diretor-do-sesc-sp.shtml\">Sesc (Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio)<\/a>, havia R$ 4,1 bilh\u00f5es e R$ 4,5 bilh\u00f5es dispon\u00edveis, respectivamente.<\/p>\n<p>Os auditores apontaram ainda que as entidades n\u00e3o estavam registrando corretamente as disponibilidades financeiras. Em 2015, pelo menos 2,3% das receitas das 11 entidades provinham de aplica\u00e7\u00f5es financeiras, \u00edndice que caiu para 1,8% em 2016.<\/p>\n<p>Auditorias realizadas pela CGU (Controladoria-Geral da Uni\u00e3o) tamb\u00e9m revelaram inconsist\u00eancias nas transfer\u00eancias das entidades nacionais para suas filiais regionais e no pagamento de fornecedores.<\/p>\n<p>Segundo os \u00f3rg\u00e3os de controle, a maior parte dos contratos com fornecedores vem sendo feita sem competi\u00e7\u00e3o (licita\u00e7\u00e3o ou preg\u00e3o), apesar de a maioria dos recursos (67%) ser dinheiro que passa pelo caixa da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Os auditores verificaram ainda diverg\u00eancia entre os valores declarados nos balan\u00e7os e os verificados na checagem dos contratos de fornecedores.<\/p>\n<p>Entre os 801 contratos analisados pelos t\u00e9cnicos do TCU no Senac (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial), no Senai (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial), no Senar (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural), no Senat (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte), no Sesc, no Sescoop (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), no Sesi e no Sest (Servi\u00e7o Social do Transporte), quase 15% apresentaram valores discrepantes entre o que foi informado pela pr\u00f3pria entidade e o que constava no pr\u00f3prio contrato.<\/p>\n<p>As auditorias, no entanto, foram apenas formais. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que as diverg\u00eancias significam fraudes ou ilegalidades cometidas pelos gestores das entidades. Para isso, ser\u00e1 preciso realizar nova auditoria espec\u00edfica. (Julio Wiziack &#8211; Folha de S. Paulo)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Companhias que destinarem a empregos a diferen\u00e7a entre a nova al\u00edquota e a antiga ter\u00e3o o desconto m\u00e1ximo de 50% As empresas ter\u00e3o entre R$ 5,3 bilh\u00f5es e R$ 8,8 bilh\u00f5es a mais no caixa em 2019 com as redu\u00e7\u00f5es que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende fazer\u00a0nas contribui\u00e7\u00f5es pagas para o Sistema [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[116],"tags":[70,165,166,164],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4843"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4843"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4843\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4845,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4843\/revisions\/4845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4843"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4843"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomerciovc.com.br\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4843"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}