Em defesa do Sistema S

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) administra, no estado da Bahia, o Sesc e o Senac, entidades criadas há mais de 70 anos pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo com o intuito de oferecer aos trabalhadores e seus familiares serviços de assistência social e capacitação profissional.

Para se ter uma ideia do tamanho dessas entidades e dos relevantes serviços prestados à sociedade como um todo, eis alguns dos números do exercício de 2017 computados na Bahia. No que tange à educação, o Sesc (Serviço Social do Comércio) Bahia contabilizou mais de 20 mil alunos em suas escolas de educação infantil e ensino fundamental -sendo 18 mil deles com gratuidade total nos estudos.

Já o programa social Mesa Brasil, mantido pelo Sesc em todo o país, beneficiou mais de 120 mil pessoas no estado. Em seus restaurantes, com preços subsidiados, foram servidas mais de 2 milhões de refeições ao longo do ano. E mais de 15 mil pessoas participaram das atividades esportivas promovidas nas unidades.

Por sua vez, o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) Bahia matriculou mais de 80 mil alunos ano passado, em seus cursos que capacitam para o trabalho, sendo seis mil em cursos gratuitos. Encaminhou mais de sete mil ex-alunos ao mercado de trabalho pelo Banco de Oportunidades. Isso tudo posto à disposição dos trabalhadores do comércio e seus dependentes, em unidades na capital, em várias cidades do interior e também via unidades móveis que percorrem o estado.

Diante dos números que comprovam o que o Comércio faz pela sociedade, não podemos aceitar propostas legislativas que querem cortar as receitas do Sistema S. Tal medida pode repercutir na extinção de importantes programas, num claro prejuízo aos trabalhadores da Bahia e do país que usufruem dos serviços de educação, saúde, assistência, cultura e lazer mantidos por essas instituições. Em resumo, a Bahia pode perder escolas, cursos, consultórios odontológicos, entre outras estruturas, num retrocesso ao desenvolvimento social e econômico.

Importante ressaltar que o custeio do Sesc e Senac se dá por meio da contribuição das empresas do comércio de bens, serviços e turismo, ou seja, de verbas do setor privado.

Entendemos que o governo federal deve cortar o excesso da máquina pública para buscar o financiamento de suas atividades e não retirar recursos de um Sistema consolidado por sete décadas de serviços prestados ao país.

Carlos de Souza Andrade – Presidente do Sistema Fecomércio-BA

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